Sinopse

“Cadê Edson?” é um filme documentário de 72 minutos que procura acompanhar a trajetória dos movimentos sociais em defesa da moradia popular no Distrito Federal (Brasília, Brasil), a partir de 2012, com ênfase no percurso de um de seus militantes. Edson Francisco da Silva é um homem negro de 40 anos, que atua hoje no Movimento Resistência Popular (MRP), e é uma das “cabeças falantes” neste filme. O título em forma de pergunta: “Cadê Edson?” surge em 2015, durante uma das duas prisões de Edson no DF. Hoje a pergunta ganha uma conotação mais ampla, tendo em vista a criminalização e desqualificação dos movimentos sociais no Brasil por parte dos governos.

Edson nasceu em São Paulo, em uma família nordestina de imigrantes, e foi lá onde iniciou sua militância no Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST). Como integrante da coordenação nacional do MTST, foi designado a organizar esse movimento no DF, onde chegou em 2010. Organizou ocupações, entre elas a Novo Pinheirinho, em Ceilândia/DF, em abril/2012, e a ocupação Jarjour, um esqueleto abandonado de prédio em Taguatinga em 2013, ambas apresentadas no filme. Em maio de 2015, ocorre um desentendimento interno ao MTST que culmina com a saída de um grupo significativo de militantes e famílias, Edson e companheiros de luta mais próximos a ele. Esse grupo dissidente, ainda em 2015, cria o MRP e faz novas ocupações, algumas delas no Plano Piloto de Brasília, com destaque para hotéis abandonados: St. Peter em setembro de 2015 e Torre Palace em outubro de 2015. Torre Palace foi sem dúvida a maior e mais longa ocupação já registrada no DF (08 meses) e também a desocupação mais violenta, em uma operação de guerra conduzida pela Polícia Militar do DF em junho de 2016. Edson e outros militantes do MRP foram presos e permaneceram no complexo penitenciário da Papuda em regime fechado por 08 meses.

Respondendo à pergunta do título do filme, atualmente Edson Francisco da Silva e dois outros militantes cumprem prisão domiciliar em função da desocupação do Hotel Torre Palace. Quanto aos locais anteriormente ocupados, seja pelo MTST ou pelo MRP, seguem abandonados e não cumprem função social.

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